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Estado planeja duplicar áreas plantadas com milho e soja em 2016

Reunião debateu metas do Programa de Incentivo à Produção de Grãos para este ano a apresentou resultados de experimentos realizados com as duas culturas em 2015
Por: Jean Felix

Plano do Estado é corajoso e quer dobrar área de milho e soja. (Foto: Divulgação)

O Governo do Estado de Alagoas planeja duplicar as áreas plantadas com milho e soja este ano, em relação a 2015. A meta foi traçada nesta segunda-feira (18), durante a reunião de planejamento de ações do Programa de Incentivo à Produção de Grãos em Alagoas, executado pela Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura (Seagri). O encontro também serviu para apresentação dos resultados dos experimentos com as duas culturas, realizados no ano passado pela Seagri e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

De acordo com o secretário da Agricultura, Álvaro Vasconcelos, os objetivos do Programa de Grãos em 2015 foram atingidos, mesmo com a escassez de chuvas verificada em algumas regiões. A expectativa para este ano, segundo o secretário, é de que as ações possam avançar.

“Reunimos aqui os parceiros para apresentar os resultados dos experimentos e para debater as diretrizes deste ano. Os resultados nos surpreenderam, principalmente com relação à produtividade da soja em Alagoas. Vamos buscar nos aproximar ainda mais do produtor rural para mostrar a ele que é viável investir em milho e soja em meio à crise do setor sucroenergético. Com os dados apresentados hoje, o produtor vai poder escolher qual a variedade ideal para sua propriedade”, explicou Vasconcelos.

“Faltou chuva no mês de agosto, um mês importantíssimo para o desenvolvimento dos grãos, então o ciclo de produção foi muito curto. Mesmo assim, o resultado foi bom. A Comissão de Grãos vai discutir com os parceiros e outros convidados como será o trabalho neste ano, ajustando o desenvolvimento do programa e reunindo mais interessados no plantio do milho e da soja em Alagoas”, disse o secretário.

Resultados

Em 2015, a Embrapa e a Seagri, dentro do Programa de Grãos, realizaram experimentos com 26 tipos diferentes de milho, sendo 24 cultivares transgênicos e duas variedades não-transgênicas. As áreas escolhidas para os experimentos ficavam nos municípios de Arapiraca, Campo Alegre, Capela e São Miguel dos Campos.

Em Arapiraca, foi observada uma produtividade mínima de 55 sacas e máxima de 83 sacas por hectare plantado. Em Capela, a variação ficou entre foi de 49 sacas a 95 sacas por hectare. Em Campo Alegre, a variação foi de 38 sacas a 77 sacas por hectare e, em São Miguel, de 45 sacas a 87 sacas por hectare.

De acordo com o presidente da Comissão de Grãos, Hibernon Calvalcante, superintendente de Desenvolvimento Agropecuário da Seagri, os resultados dos experimentos acabaram sendo influenciados pelas restrições hídricas. “A maioria lavouras foi plantada em junho e a última chuva naquele período caiu em 8 de agosto. Em algumas áreas, tivemos apenas 49 dias de umidade, quando o milho necessita de pelo menos 65 dias de umidade para se desenvolver totalmente”, disse Cavalcante.

De acordo com dados da Seagri, Alagoas registrou média pluviométrica de 80mm³ em agosto de 2015, quando a média para o Estado em outros anos gira em torno de 180mm³.

Em 2015, Alagoas teve aproximadamente 30 mil hectares plantados com milho e uma colheita de cerca de 60 mil toneladas, quase três vezes mais que as 24 mil toneladas colhidas em 2014.

Com relação à soja, a área de experimento foi instalada na Fazenda Santo Antônio, no município de São Miguel dos Campos, onde foram plantadas 48 variedades do grão. Segundo o pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros, Antônio Dias Santiago, as variedades de ciclo superprecoce, que levam 100 dias entre o plantio e a colheita, registraram produtividade entre 2.600kg a 3.165kg por hectare plantado. As variedades de ciclo precoce, com 110 dias de desenvolvimento, registraram variação entre 2.600kg a 3.827kg por hectare.

As variedades com ciclos médio e tardio, com desenvolvimento de 120 dias ou mais, registraram variações de 2.557kg a 3.553kg por hectare e de 2.570kg a 3.544kg por hectare. “A média da produção de soja no Brasil gira em torno de 3.000kg por hectare, em condições ideais. Nosso experimento sofreu, no início do plantio, com a escassez de chuvas e, no período da maturação, com o excesso de chuvas. Mesmo assim tivemos resultados excelentes. Temos uma grande expectativa para a produção no Agreste de Alagoas, onde vamos realizar nosso experimento em 2016”, disse Santiago.

No total, foram plantados 400 hectares de soja nos municípios de São Miguel, Campo Alegre, Teotônio Vilela, Junqueiro e Porto Calvo. A safra 2015 chegou a 800 toneladas e teve parte dessa produção exportada para a Rússia a preços que chegaram a R$ 98 por saca.

Também compareceram ao encontro desta segunda-feira o secretário de Agricultura do Estado da Paraíba, Rômulo Montenegro, representantes de empresas parceiras da Seagri, Sebrae-AL, bancos oficiais, secretários municipais e produtores rurais interessados em diversificar sua produção. A primeira reunião de trabalho da Comissão de Grãos acontece na próxima segunda-feira (25), a partir das 14h, na sede da Federação da Agricultura e Pecuária de Alagoas (Faeal).

Fonte: Agência Alagoas






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