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18/12/2017 - 09:36
Programa mundial de telemedicina chega a Santana do Ipanema e Palmeira dos Índios
Por: AMA
 Foto: Ilustração 

O nome América Telemedicina Infarct Network, que se resume a LATIN e se traduz por aqui como telemedicina é um programa mundial que faz de Alagoas o primeiro estado do Norte/Nordeste a ingressar na vanguarda da assistência cardiológica,  com um dos investimentos mais baratos do Brasil . É um serviço voltado ao diagnóstico e tratamento do infarto que será ampliado com a implantação do serviço nas UPAs de Palmeira dos Índios e Santana do Ipanema, fechando as regiões Agreste e Sertão. O presidente da Fundação Cordial, braço social do Hospital do Coração, que executa o serviço, cardiologista Ricardo César Cavalcanti,  anunciou que a intenção é fazer de Alagoas um estado seguro para o infarto até o primeiro semestre de 2018, com a extensão da rede no Litoral Norte e Zona da Mata.

A Telemedicina Cardiológica usa a tecnologia da informação e internet na saúde para facilitar e permitir a troca de exames de eletrocardiograma de pacientes, sua interpretação e emissão de laudos médicos garantindo maior agilidade no diagnóstico e no protocolo de tratamento. Por aqui chegou através de uma parceria da Fundação Cordial com a Secretaria Estadual de Saúde.

O Programa funciona assim: pacientes com dor torácica atendidos nas UPAs são submetidos imediatamente a eletrocardiograma que é enviado, pelo celular ,para um centro de diagnóstico especializado com médicos que atuam 24 horas, os sete dias da semana, em horários não comerciais e madrugadas. A equipe também é composta de cardiologistas intervencionistas, enfermeiros e técnicos de radiologia.  O resultado não demora mais que três minutos, tempo em que , constatado o infarto, a equipe determina a transferência imediata para o HGE que é o hospital de referência. Com esse programa é possível a diminuição do tempo entre o primeiro atendimento e início do tratamento evitando sequelas. As doenças cardiovasculares matam trezentos mil brasileiros por ano. Em Alagoas é a segunda causa de óbito.

O cardiologista Ricardo César enfatiza que a grande relevância do projeto é interiorização do diagnóstico  e o suporte inicial para as vítimas de infarto agudo do miocárdio, uma vez que, a maioria dos municípios alagoanos não possui eletrocardiograma ou cardiologistas atuando. A Tele-eletrocardiografia e a conexão das equipes médicas das UPAs, SAMU, HGE e Cordial, garantiram rapidez e qualidade no diagnóstico e tratamento a mais de 15 mil pessoas só nos últimos 12 meses.

O atendimento preciso  também fez com que 936 pessoas fossem submetidas a cateterismo cardíaco de urgência ou emergência , implante de stent a 565 pacientes e angioplastia primária a outros 364.

Dados do DATASUS mostram que entre 2012 e 2014 foram realizadas apenas duas angioplastias primárias para um universo de mais de 1.600  infartos diagnosticados na rede pública, ou seja apenas 0,12% . A ausência de uma linha de cuidado,  resultou em um grande número de infartos sem diagnóstico e o percentual de mortalidade chegou a 19%. Hoje esse número é de 5,26%.

Uma dor no peito, o medo da morte e a rapidez do Samu

José Valdir Novaes, um professor de Educação Física , 60 anos , assistia televisão em Arapiraca, quando sentiu um incômodo na região do peito. A dor aumentou e, com ela, o desespero. Com histórico familiar de problemas cardíacos, viu o pai morrer de infarto mas seu caminho foi bem diferente. Diagnosticado no Hospital Chama com infarto teve atendimento rápido através do serviço de Samu Aeromédico.

O professor lembra que, ao ser atendido, as preocupações começaram a desaparecer e que “ao chegar no HGE, todos, da equipe médica aos atendentes, foram muito cuidadosos”. “O atendimento rápido e eficiente por parte da equipe hospitalar com certeza salvou a minha vida, pois na proporção que o meu problema se deu, se tivesse demorado mais eu poderia ter chegado até a óbito”, falou emocionado. Ele, que não acreditava no atendimento de qualidade no serviço público, diz que a telemedicina “ é o melhor programa que existe para celular e que a unidade do HGE é um exemplo”.

Após o cateterismo, os procedimentos começaram a ser feitos e José Valdir passou por uma angioplastia. Ele conta que agora segue em casa, de licença médica , em plena recuperação, sem nenhuma sequela. Ele continua sendo avaliado pela equipe médica que faz o acompanhamento do caso.






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