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Oferta de ensino nas prisões inspira produção na Universidade Federal de Alagoas

Boas práticas adotadas pela Seris serão discutidas em disciplina ofertada neste semestre; iniciativa desmistifica imagem das prisões
Por: Texto de Mayara Wasty
 Foto: Jorge Santos 

“Políticas Públicas para a Educação no Sistema Prisional: da Legislação às Ações Implementadas no Estado de Alagoas”. Esse foi o tema da pesquisa de iniciação cientifica desenvolvida por estudantes da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). A iniciativa, que contou com o auxílio da Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) foi premiada com a excelência acadêmica e gerou uma disciplina eletiva para o Centro de Educação (Cedu).

Para o gerente de Educação, Produção e Laborterapia, agente penitenciária Andrea Rodrigues, o interesse da Ufal em ofertar uma disciplina e aprofundar a temática sobre o cárcere representa uma grande conquista para aqueles que fazem a educação nas prisões. “Com essa disciplina, as pessoas terão acesso às informações sobre o sistema prisional alagoano de forma sistematizada. Desta forma, poderão produzir mais conteúdo sobre o assunto”.

“No passado, tínhamos deficiência na mão de obra de professores para lecionar no sistema prisional. Havia um bloqueio, pois não conheciam a realidade nas prisões. Mas agora, dentro da universidade, os educadores têm conhecimento da realidade no âmbito da educação no cárcere e, sem dúvida, contribuirão ainda mais com nossas ações ressocializadoras. Dessa forma, muitas famílias terão um futuro promissor”, completa.

Maria da Conceição Valença, professora-adjunta do Cedu, foi responsável por apresentar a proposta da disciplina aceita pelo colegiado e que será ofertada neste semestre letivo. “Por ser uma disciplina eletiva, temos vagas limitadas e já preenchemos todas as 20 disponíveis. Não entendemos educação como processo de assistência. Trata-se de um processo de formação e humanização do sujeito. A falta de estudo e pesquisa sobre educação no presídio é notória e a discussão requer aprofundamento”, finaliza.






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