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Não há evidências de que ivermectina previna ou combata a Covid-19, como diz vídeo

Entidades também alertam para reações adversas do medicamento vermífugo
Por: Agência Alagoas
 Foto: Agência Alagoas 

Circula em diversos grupos de Whatsapp, em Alagoas, um vídeo que mostra um suposto médico recomendando o uso da ivermectina para prevenir e também combater o coronavírus. Nas imagens, o homem chega a ingerir três comprimidos do medicamento. Porém, ainda não há evidências científicas de que o medicamento tenha esses efeitos.

“Acabei de chegar de um plantão noturno tratando o coronavírus. Eu venho tomando ivermectina há mais de 15 dias. Passei em alta escala esse remédio porque tem eficácia e tem cura. Lhe garanto que é uma droga segura que previne, combate e cura essa doença com toda certeza”, diz um trecho do vídeo.

Em nota enviada pela assessoria de imprensa, a Agência Nacional de Saúde (Anvisa) ressaltou que, até o momento, não há solicitações de estudos clínicos com ivermectina para o tratamento de Covid-19, mas que em alguns países do mundo, como Irã, Índia e Egito, estão sendo realizados estudos com a substância para investigar a eficácia do medicamento contra a doença. No entanto, até agora, não há resultados conclusivos.

“É necessário esclarecer que as indicações que constam na bula de um medicamento são aquelas para as quais foram submetidos estudos comprovando a eficácia do produto para o tratamento em questão. De acordo com o texto da bula: “a Ivermectina é indicada para o tratamento de várias condições causadas por vermes ou parasitas”, disse o órgão regulador.

Em nota técnica emitida no dia 2 de julho, o Conselho Regional de Farmácia de São Paulo informou que a ação antiviral da ivermectina só mostrou resultados positivos em laboratório com doses tão altas que não podem ser replicadas em humanos. Além disso, o conselho profissional também alerta para os possíveis efeitos adversos do medicamento.

“A ivermectina pode causar reações adversas que devem ser monitoradas, como, por exemplo, problemas oculares (irritação ocular ou palpebral, dor, vermelhidão ou inchaço), também pode causar febre, coceira ou erupção cutânea, dor nas articulações ou nos músculos, glândulas dolorosas e sensíveis no pescoço, axilas ou virilhas”, diz o CRF-SP.

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